Regulamentação Didático-Pedagógica do IFF (Reformulação) - Artigos 91 a 172

Responsável: Pró-Reitoria de Ensino
Status: Concluída
Abertura: 02/04/2023
Encerramento: 16/06/2023
Participantes: Técnicos Administrativos, Docentes Ver detalhes dos participantes

Resumo

Período de contribuições: 12/04 a 12/05

Expressão de opinião quanto a redação final: 12/06 a 16/06

 

A Regulamentação Didático-Pedagógica (RDP) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) é um documento que regula os procedimentos acadêmicos do Instituto, desde os processos de ingresso até a emissão de documentos de conclusão de curso.

Fundamentada na legislação vigente e demais normas educacionais, a RPD mantém consonância com o Projeto Político-Pedagógico Institucional (PPI) e, portanto, com a missão do Instituto. Nesse sentido, várias definições que refletem os avanços e concepções da instituição, sobretudo no que se refere às perspectivas de inclusão, estão presentes na RDP.

Ademais, a política de ampliação das ofertas tem gerado a  necessidade de harmonização dos  procedimentos acadêmicos e educacionais , de modo que esteja garantida a discussão e a participação de todos os segmentos das comunidades escolares, bem como garantindo procedimentos coesos para todo o Instituto.

O principal objetivo da reformulação da RDP do IFF, cuja última versão está em vigência desde 2011, é o de construção de um documento que trouxesse orientação mais clara a toda comunidade acadêmica quanto aos procedimentos acadêmicos da Instituição e que sistematizasse os diversos avanços e inovações propostas no âmbito do IFF ao longo da última década.

O processo de elaboração da Minuta da RDP foi um exercício democrático, de construção coletiva e participativa. Este processo visou garantir uma fundamentação alinhada à identidade institucional, além de proporcionar  agilidade, simplificação, isonomia e transparência nos procedimentos acadêmicos, comprometendo-se com o atendimento das demandas dos estudantes e demais membros da comunidade, com efetividade e eficiência.

A partir do início da vigência da RDP (16/01/2011), foram realizadas as seguintes ações institucionais tendo em vista a revisão da Regulamentação Didático-Pedagógica do IFF:

  • Revisão com o objetivo de sanar as inconsistências e harmonizar o texto (2013-2014).
  • Consulta Pública no site gabinetedigital.iff.edu.br (22/12/2014 a 06/02/2015).
  • Reestruturação em decorrência da discussão na consulta pública (07/02/2015 a 20/03/2015).
  • Apresentação da RDP reformulada na reunião da Câmara de Ensino do dia 24/03/2015.
  • Reavaliação com assessoria de servidores da PROEN (10/08/2015 a 14/12/2015).
  • Apresentação da RDP versão 2015 na reunião da Câmara de Ensino do dia 15/12/2015. Temas incluídos: Mobilidade estudantil, Matrícula por componente curricular, Proeja, FIC, Propostas diferenciadas de currículo (politecnia), Orientações para elaboração dos calendários, Reuniões Pedagógicas, Paralelo RAD/RDP, Sistemas de avaliação dos campi, Curricularização da Extensão, Integração Ensino-Pesquisa-Extensão.
  • Criação de GTs na reunião da Câmara de Ensino do dia 11/08/2016 para abordar os temas: Seminário de Formação Profissional, Avaliação de Aprendizagem, Matrícula por componente curricular, Conceitos de evasão e de cancelamento de matrícula.
  • Elaboração do documento para consulta pública após a reformulação promovida pelos GTs (novembro e dezembro de 2016).
  • Consulta pública ocorrida no primeiro semestre de 2017.
  • Designação de GTs que discutiram temas específicos da RDP de setembro de 2019 a 2020. Os temas foram: Certificados e Diplomas, Itinerário Formativo, Certificação Intermediária, Requerimentos de Registros Acadêmicos, Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Cursos EJA, Cursos FIC, Educação a Distância, Progressão Parcial, Prática Profissional Integrada e Prática Profissional Integradora, Necessidades Especiais e Atendimento Domiciliar, Recuperação Paralela, Mobilidade Acadêmica, Aproveitamento de Estudos, Matrícula Flexível, Renovação de Matrícula, Modalidade de Acesso de Estudantes a Cursos Superiores: Aluno Especial, Aluno Trabalhador, Atividades Complementares, Avaliação, Conselho de Classe.
  • Designação de Comissão Sistematizadora da Reformulação da Regulamentação Didático-Pedagógica (RDP), em maio de 2021, por meio da Portaria nº 342/2021 - REIT/IFFLU, que atuou na sistematização do texto dos textos para apresentação da versão inicial do documento;
  • Designação de Comissão Sistematizadora da Reformulação da Regulamentação Didático-Pedagógica (RDP), em março de 2023, por meio da Portaria nº 169/2023 - REIT/IFFLU, que irá atuar na apresentação, acompanhamento e organização da versão final do documento. 

A reformulação da RDP é um processo essencial para garantir aprimoramentos nos procedimentos acadêmicos. Nesse sentido, a consulta pública exerce um papel fundamental como exercício democrático de construção coletiva e participativa. Através da consulta, a comunidade tem a oportunidade de contribuir com sugestões e críticas, o que promove transparência, isonomia e eficiência no processo.

Além disso, a consulta pública é uma ferramenta importante para atender às demandas dos estudantes e membros da comunidade interna. Ao assegurar a participação de todos os envolvidos, o processo de reformulação torna-se mais ágil e simplificado, permitindo a implementação das decisões tomadas e satisfatórias de todas as partes interessadas.

Dessa forma, é fundamental que a consulta pública seja realizada de forma abrangente e nas instâncias responsáveis, garantindo que as demandas e sugestões da comunidade interna, dentro das possibilidades, sejam devidamente consideradas e incorporadas na reformulação da RDP. Só assim é possível garantir uma instituição mais determinada às necessidades e expectativas de seus estudantes e membros, comprometida com a excelência acadêmica.

A Regulamentação Didático-Pedagógica está organizada em Títulos, a saber:  

Título I - Das Disposições Preliminares

Título II - Dos Currículos

Título III - Dos Órgãos Dirigentes

Título IV - Do Desenvolvimento do Ensino

Título V - Da Avaliação da Aprendizagem 

Título VI - Das Disposições Finais   

Conteúdo

212

Art. 161.  A nota a ser registrada em cada período avaliativo deve ser composta pela soma de 2 (dois) registros: I - 70% (setenta por cento) da nota em instrumento(s) de elaboração individual, denominada Atividades Individuais (AI); e II - 30% (trinta por cento) da nota em instrumento(s) de elaboração coletiva, denominada Atividades Coletivas (AC). 

Contribuição

Sou absolutamente contra o engessamento da avaliação, como proposto nessa minuta. Lembro que na RDP anterior à vigente havia esse engessamento, no caso, 60% individual e 40% coletivo. Foi abolido justamente porque é um dispositivo problemático, sendo adotado o atual, que funciona na forma de bandas. 

Minha sugestão é que esse dispositivo seja minimalista. que se estabeleça apenas o número mínimo de avaliações, deixando em aberto qualquer outro critério para definição segundo as especificidades do PPP de cada campus e os respectivos PPC. O IFF é diverso em suas configurações acadêmicos. Temos - ou já tivemos - cursos integrados de regime anual/bimestral, anual/trimestral, semestral/bimestral, itinerários formativos; da mesma maneira, cursos superiores de regimes seriados, modulares e de sistema de créditos/pré-requisitos. Não faz sentido engessar essa diversidade em um único dispositivo.

Em Cabo Frio, por exemplo, implementamos uma inovação nos cursos integrados, que é o regime semestral-bimestral, que diminuiu dramaticamente o número de disciplinas que os estudantes precisam cursar concomitantemente, assim como o número de avaliações, que era desumana no modelo anterior. Da mesma maneira, otimizou a organização da carga horária docente, facilitando a verticalização da atuação. Tendo como um dos focos a racionalização do número de instrumentos avaliativos, os PPC dos integrados adotaram uma nova configuração: Número mínimo de avaliações no semestre (3), sendo mínimo de 1 no primeiro bimestre e 2 no segundo bimestre, que além disso, teria ainda peso 2. No caso, (N 1 + ([N 2 + N 3]*2)) / 3. No caso da manutenção desse artigo, Cabo Frio terá que retornar a um modelo que onera tanto os estudantes, quanto os docentes, a pretexto de um controle centralizado dos requisitos da avaliação.

Portanto, sugiro que no tocante à essa questão, que se adote um regramento mais flexível e minimalista (mínimo de avaliações apenas) e que se outorgue aos campi adaptarem o sistema de avaliação às suas necessidades e especificidades. Além disso, que se respeite nessa proposta de resolução práticas já em curso no campi, que tem a vantagem da empiricidade, ao invés de se ater a elucubrações abstratas que não raro pouco têm a ver com a realidade concreta da avaliação.

Sugestão de redação:

Art. 161.  Caberá aos Campi, por meio de regulamentação própria aprovada nos respectivos Conselhos de Campus, definir a composição e as formas de cálculo dos registros de nota. 

Paragrafo Único: Deverá haver no mínimo três avaliações ao longo do semestre letivo (se regimes bimestrais ou semestrais) ou duas avaliações no caso de regimes trimestrais.

 

PS: O modelo de avaliação citado foi incluso nos PPC dos cursos integrados do campus Cabo Frio, sendo aprovados no Conselho Superior com esse dispositivo. Na época, o argumento em favor da experiência era que uma nova RDP estaria em elaboração e que se levaria em conta a então proposta, hoje aplicada no campus. A propósito, eu era conselheiro à época e apontei que era muito importante que essa RDP adotasse dispositivos mais flexíveis, em face dos problemas que o engessamento das RDP anteriores e em vigor geravam na vida cotidiana, principalmente dos estudantes. Me causa espécie que, a despeito disso, a proposta apresente uma involução ao que existe hoje.

Por Robson Santos Dias em 28/04/2023 21:06

Avaliações

Data Avaliação Usuário Segmento
13/05/2023 10:08 Discordo Milton Baptista Docentes
13/05/2023 02:36 Concordo Luan Maximiano Docentes